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Câmbio CVT: como funciona, principais características e custo de manutenção

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O câmbio de Transmissão Continuamente Variável, popularmente conhecido como CVT, funciona sem uma troca real de marchas. Ao contrário dos outros câmbios, o câmbio CVT não tem engrenagens de transmissão e o aumento ou redução da marcha são realizados através de um cone hidráulico. 

Por isso o CVT é um câmbio ainda mais confortável que o automático comum, pois favorece um funcionamento suave e ideal do motor.

Uma transmissão antes limitada a modelos mais caros, esse tipo de caixa já está disponível entre os compactos nacionais. A opção mais barata é o Nissan March SV X-Tronic de R$ 56.990. Há um aumento em comparação aos automáticos e automatizados mais em conta do mercado, porém, a eficiência em desempenho e economia podem compensar o investimento.

Vale a pena optar por um carro com câmbio CVT?

Caso você esteja procurando por um carro automático, com certeza vale a pena analisar um com câmbio CVT. Sabemos que tudo depende de uma questão de gosto e necessidade do motorista, mas se você está buscando conforto ao dirigir, o câmbio CVT é um ótimo candidato.

As montadoras já têm uma gama de consumidores fiéis desse sistema e ela cresce a cada ano, isso faz com que seja mais fácil encontrar carros com esse câmbio, inclusive no mercado de usados. Mas é necessário se atentar em alguns detalhes como manutenção, que serão mencionados mais adiante.

Otimização do combustível

custo do combustível é um fator importante na escolha de um veículo. Se você tem um gasto elevado de combustível, a escolha pelo câmbio CVT pode ser muito boa, já que ele é mais econômico que outros câmbios automáticos. Por isso, há tanta ênfase em equipamentos, peças e formas de dirigir que minimizem esse consumo.

Quando comparamos o tipo de câmbio CVT com as demais opções, uma das vantagens notórias é a economia de combustível. Isso é possível porque quase toda a força do motor gira em torno das correntes e polias, enquanto no sistema automático tradicional existem menos relações de marchas, fazendo com que o motor trabalhe em rotações maiores e consequentemente gaste mais combustível.

Boa durabilidade

Outra vantagem é o tempo de desgaste que, no câmbio CVT, é muito mais lento quando comparado com os manuais, pois o sistema atua por conta própria na transmissão das marchas. Como não há risco de o motorista pisar de forma incorreta na embreagem nem forçar a alavanca da marcha no momento errado, o desgaste tende a ser bem menor.

Além disso, a precisão desse sistema é melhor e não depende da condição do condutor para que se tenha um bom desempenho. Isso é ótimo para quem dirige por muitas horas seguidas e precisa manter a melhor condução do veículo, mesmo quando está ficando cansado.

Conforto na direção

Enquanto que no câmbio automatizado o motorista sempre sente os “engasgos” quando uma nova marcha é engatada, o câmbio automático consegue resolver isso, porém com um gasto maior de combustível. Então a solução encontrada pelas montadoras foi o câmbio CVT: econômico, confortável e confiável mecanicamente.

Se você dirige com frequência todos os dias, então vale a pena buscar algo que torne seu dia a dia um pouco mais confortável. O câmbio CVT é uma ótima solução para isso. Com ele, a troca de marchas se torna bem mais suave, pois não há a necessidade de encaixar e reencaixar as engrenagens. Isso evita os trancos enquanto você acelera e desacelera.

A manutenção cabe no meu bolso?

Apesar de ter um funcionamento mecânico mais simples, isso não significa que é mais fácil manter o funcionamento correto dessa peça. Há muitas partes eletrônicas que regulam sua atividade, sendo necessário que o mecânico em questão tenha um pouco mais de especialização na área antes de poder dar conta do serviço com a qualidade esperada.

Sendo assim, você provavelmente terá de buscar um profissional melhor preparado para essa tarefa ou fazer sua manutenção apenas com as autorizadas da marca do veículo. Isso pode apresentar um custo um pouco mais elevado, mas considerando que o desgaste é menor, tende a compensar o preço extra do serviço.

O custo de um reparo completo de um câmbio automático é de no mínimo R$ 5 mil, mas só é necessário em casos extremos. Por isso, é importante a troca de óleo do câmbio, pois o fluido é responsável por reduzir atritos e a resfriar o sistema.

A manutenção inclui revisão completa, troca de lubrificante, troca de componentes desgastados, testes e recuperação do câmbio CVT. Para manutenção preventiva, a nossa dica é realizar a troca do lubrificante entre 30 mil km para óleo mineral e 50 mil km rodados para óleo sintético. 

Outro fator importante é a famosa “água do radiador”. Diferente dos modelos manuais, o líquido de arrefecimento além de refrigerar o motor, também é responsável por refrigerar o óleo da transmissão automática. Se o motor ferver, o câmbio superaquece junto e pode ter componentes avariados.

Já me decidi, vou optar por um CVT, preciso saber de mais alguma coisa?

O índice de falhas e problemas crônicos do câmbio CVT é bem menor quando comparado aos modelos automatizados. Podemos dizer que é um câmbio “feito para durar”. É possível encontrar algumas queixas de usuários na internet, geralmente limitadas a modelos até 2012, como é o caso do Nissan Sentra (2008 a 2012), que apresentou ruídos excessivos, falhas e superaquecimento no sistema. 

A Nissan, por sua vez, diz que “condições extremas e/ou inadequadas de velocidade ou carga” poderão levar a transmissão CVT a entrar em modo de segurança. “Esta ação visa proteger os componentes internos da transmissão e garantir a segurança dos ocupantes.”

Fica claro aqui que as vantagens são maiores que as desvantagens, mas é preciso estar ciente de que este modelo depende bastante de manutenção preventiva. Não são veículos que vão aguentar serem levados ao limite. O desgaste de componentes internos, como os discos de fricção, engrossa o fluído, filtros internos se entopem e o lubrificante não circula bem pela transmissão. Neste estágio, o condutor percebe perda de rendimento, trepidações ao arrancar e nas trocas de marchas.

Em longo prazo, o óleo cheio de partículas pode até travar um câmbio. O ideal é fazer logo a manutenção antes que os custos aumentem. Quando o problema fica sério, muitos donos preferem até colocar seu automático à venda.

Relata Mario, mecânico especializado em câmbios automáticos, de Porto Alegre.

Nossa recomendação é que caso você opte por comprar um carro usado com esse câmbio, pesquise se todas as manutenções necessárias foram dadas a ele. Comprar um carro com câmbio CVT avariado pode custar muito caro o conserto.

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27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever, por isso colaboro tanto como escritora da AutoXP como da CasoCriminal.com.br, dá uma conferida lá também ;)